AÇÕES DE LUTA – PONTO DE SITUAÇÃO

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Caros(as) Associados(as)

Cumpre-nos fazer um ponto de situação das ações de Luta, nomeadamente a Greve, que estão a decorrer até ao final do corrente ano.

A Greve mantém níveis aceitáveis de adesão, sendo variável consoante os dias. É de máxima importância a próxima semana, apelamos assim a que os Colegas reforcem a adesão a esta Luta.

Temos a informação que a Sra. Ministra da Saúde, poderá voltar a reunir com os Sindicatos e, acreditamos, que possa haver uma reconsideração da última proposta apresentada face às injustiças, perante outras carreiras da Saúde, e da Administração Pública e inconstitucionalidades detetadas.

Neste sentido, é necessário mostrar ao Governo, mais uma vez, o descontentamento deste Grupo Profissional, com uma forte adesão na próxima semana, para desafiarmos o Governo a apresentar uma proposta séria e com urgência.

Fazendo uma análise detalhada de todo o nosso Processo Negocial esta Luta não pode parar agora, nem caso o Governo decida publicar, de forma unilateral, um Decreto-Lei das transições e Grelha Salarial que pode condicionar, negativamente, o desenvolvimento salarial da vida profissional de todos os TSDT, no futuro.

Nesse sentido estão os Sindicatos a preparar Ações de Luta, que mantenham vivas as nossas pretensões e ao mesmo tempo, não acarretem grandes prejuízos financeiros aos Colegas, mas que permitam manter a reivindicação de encerrar o Processo Negocial com urgência, mas com outras propostas.

Estas Ações de Luta ir-se-ão iniciar na segunda quinzena do próximo mês de janeiro e serão brevemente, comunicadas aos colegas, envolvendo diferentes formas de manifestarmos o nosso descontentamento e a importância dos TSDT na prestação de cuidados nos Serviços de Saúde.

No seguimento desta Luta estiveram os Sindicatos, no passado dia 19/12/2018, em audiência na Comissão Parlamentar de Saúde onde, de viva voz, transmitiram aos Grupos Parlamentares as suas razões de descontentamento com a última proposta do Governo e a intenção deste encerrar e publicar, unilateralmente, o referido Decreto-Lei.

Existe compreensão e são entendíveis as nossas reivindicações por todos os Grupos Parlamentares exigindo-se, agora, coerência na ação com a sua posição em sede da Comissão Parlamentar.

Colega, atingimos agora, uma visibilidade que, fruto do empenho de todos, não podemos deixar cair, devemos continuar a exigir celeridade no encerramento do Processo Negocial, acreditando que o poder político vai pautar-se por repor justiça e equidade nesta negociação e possa reajustar posições, para isso terá toda a disponibilidade de diálogo e espaço negocial, mas numa negociação séria e equitativa, pois só nessa condição pode contar com os Sindicatos.

Caso tal não aconteça não nos resta outra possibilidade, senão a de contestarmos, de todas as formas, a decisão do Governo que, a manter-se vai perpetuar as injustiças que se arrastam há anos.

Relembramos, uma vez mais, que a greve do dia 31/12/2018 foi desconvocada por motivo de concessão de tolerância de ponto.

Por último, gostaríamos de contar com a ajuda de todos os colegas para a recolha de dados sobre o número de exames e produção, a nível de diagnóstico e terapêutica, que não foram realizados nos dias de greve. É de extrema importância o levantamento desses números para podermos fazer um balanço e fazer informação à Comunicação Social sobre estes mesmos números.

Colegas, contamos com TODOS porque não vamos desistir.

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES

AS DIREÇÕES SINDICAIS

PDF – Comunicado Conjunto 21/12/2018